vejo uma dança, um rodopio, um passo em falso. é a nossa dança, é a nossa valsa! vejo o teu cambalear, incerto, num beijo dado, oscilante, nos teus lábios puros, quando o teu cambalear te dá um jeito vacilante. na tua mão, quem a ti não pode esquecer, a despedaçar-se, a arremessar apaixonados beijos para a morte, estreita. vejo a primavera que brota ilusões em flor. e os meus olhos vêem quem, cegos, andam de desprezar, enquanto toda a melodia me pede um provocação; a certeza de um passo emergente de perícia. mas quem ousa solicitar certezas? convicções? só de usufruir, na verdade, do pesar de te perder. e quem perde, amor, nada vê se não corações devastados, itinerário de remotos sentimentos vazios, embrenhados em remendos pouco capazes de curas forjadas.
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sinfonia de corpos
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