4.04.2009

Nós estranhamente vivos
Mas de facas em punho.
Houve uma luta vencida,
Houve a jazida do sonho.
Nós estranhamente vivos
Mas servos de mórbidos olhares.
Houve um destino perdido,
Houve uma sina esquecida entre mares.

Não me mates agora, meu amor;
Confia no que proferes enquanto iludes a razão:
O amor deixa bilhete quando parte!
À luz da madrugada,
A chama iluminou o que ainda há para viver;
E aí, em espanto, ficou
A presença breve de uma nova utopia;
A esperança iludida de um novo amanhecer.

(Não sonhes, triste; não chores)
Havia um único sonho
E esse, esquecido, não mais se lembrou de permanecer.
.
amanhecer
.

5 comentários:

eduardo maria morgado disse...

a tentativa foi nobre xD

Mariana Neves disse...

«Havia um único sonho E esse, esquecido, não mais se lembrou de permanecer.»

mas que bela tentativa, então. Ainda estou arrepiada com o texto, ler os teus textos faz-me mal ao coração :$

parabéns.

Silvana disse...

"Nós estranhamente vivos
Mas servos de mórbidos olhares."

"Não me mates agora, meu amor;
Confia no que proferes enquanto iludes a razão."

Sabes, adorei!
Tem aquele lado mórbido e soturno que eu gosto :D

al disse...

Não me mates agora, meu amor;
Confia no que proferes enquanto iludes a razão:
O amor deixa bilhete quando parte!


adorei . e sei o que é -.-

eduardo, a tua escrita cativa-me :x *

al disse...

não agradeças, não é bom :x