galguei o alento de pedinte e supus-me rei:
dono de certezas, o reflexo, me soube espelhar.
sem ser castigado pelas madrugadas de lamúrias,
recebi castelos surgido do pó da proa,
e a noite não apareceu para mos condenar.
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medíocres?, eram trocos de nada validos,
mas tantos e guardados, decerto, tão bem:
fortunas, coisa abençoada, abastança!
de pouco útil, sabia bem ser de boa aparência:
minha riqueza desafortunada!...
foi um trono que se me fez, amor!
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um olhar novo é antes um olhar esmerecido,
quando um beijo teu mendiguei e, sem esmola ao bolso,
devolvi a mão aberta ao seu amarro abrigo.
logo as minhas eloquências souberam ferir,
a boca tua, trovadora de profecias que silenciavam,
nas palavras que hoje não mais sei calar.
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beijaste-me!, e amor algum era par de dança,
no baile de aparências das línguas nossas.
eram, apenas, carinhos que o acaso delinha.
deplorar seria, meu amor, desacertado.
afinal, que importância tem, gaiata?...
as aparências de ninguém, na boca minha?
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sob nossos castelos
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